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CARNAVAL DIFERENTES DATAS
Lua cheia e Páscoa explicam datas diferentes do Carnaval
Equinócio, lua cheia, 46 dias a mais, a menos, judeus, cristãos,Quaresma, Páscoa, Carnaval.
Parece complicado, mas se quiser entender alguns porquês que afetam diretamente sua vida — goste ou não da festa mais popular do país que começa neste sábado (14)— vai precisar de um pouquinho mais de paciência.
A cada ano, o CARNAVAL cai numa data diferente (neste, será mais cedo que em outros). Além de mudar o descanso de uns e a festa de outros, parece afetar o ritmo da vida nacional. Pelo menos é o que diz o senso comum: o ano só inicia no Brasil após a folia.
E por que isso acontece (a mudança de data da festa, não a suposta letargia pré-folia)?
Professor de teologia da PUC-SP Fernando Altemeyer Júnior explica que a “culpa” é da lua. É o calendário lunar que rege essas mudanças —não que isso torne mais fácil a compreensão dos fatos.
VAMOS LÁ:
A QUARTA FEIRA DE CINZAS ocorre sempre 46 dias antes da Páscoa. Entre um e outro, está a Quaresma. É o período no qual os cristãos, segundo a igreja, deveriam fazer jejum e evitar os excessos. Esses ficam reservados para os próximos quatro dias.
PÁSCOA: o dia que marca a ressurreição de Cristo ocorre sempre no primeiro domingo após a primeira lua cheia, depois do equinócio… ufa!
EQUINÓCIO: marca o início do outono no hemisfério Sul e da primavera no hemisfério Norte, e quando dia e noite têm a mesma duração.
E o que os JUDEUS têm a ver com isso tudo? Jesus ressuscitou, adivinhe, na Páscoa judaica, o PESSACH — celebração da fuga do povo judeu do Egito, liderados por Moisés.
Com algumas variações para determinados grupos, nos primeiros anos do cristianismo, a Páscoa era comemorada na mesma data do Pessach.
Durou até o Concílio de Nicéia (325 D.C.), o primeiro a reunir bispos das religiões cristãs. Ali que, entre outros, decidiu-se que a Páscoa seria sempre no primeiro domingo… o resto você já sabe.
Tantas regras e história podem ser fascinantes. Mas para quem vive do turismo essa alteração de datas não parece ser tão boa. Tanto que, diz Altemeyer Júnior, empresários do setor tentaram fixar um dia para o início do CARNAVAL.
Seria, claro, mais atraente para o turista poder se programar com antecedência para um evento previsível todos os anos. Não deu certo.
“Como professor, sei que os alunos prefeririam que o Carnaval deste ano ocorresse mais para frente. Assim poderiam passar mais tempo enrolando até o ‘ano começar’”, se diverte Altemeyer Júnior.
POR BLOG ALALAÔ
EMILIO SANT’ANNA
DE SÃO PAULO